Agrigento: templos dóricos numa paisagem colonial grega
A propriedade de Agrigento conserva o território extenso de uma antiga pólis grega, e não apenas uma fila de templos. Fundada como colónia grega no século VI a.C., tornou-se uma das principais cidades do Mediterrâneo. Os limites vão da Rupe Atenea e da acrópole original à colina sagrada, à necrópole extramuros, às áreas residenciais, aos aquedutos subterrâneos e a terrenos com vestígios ainda não escavados. Esta dimensão territorial é indispensável para compreender o caráter urbano e colonial do sítio.
Os templos dóricos são a imagem mais reconhecível, mas ganham significado através do que os rodeia. Grande parte da cidade antiga permanece sob campos e pomares; escavações selecionadas revelam a cidade helenística e romana posterior e práticas funerárias de habitantes paleocristãos. Algumas linhas de ruas e entradas continuaram a ser utilizadas desde o período medieval. Enquanto Aquileia é interpretada através do porto romano e da basílica, Agrigento apresenta arquitetura grega numa paisagem excecionalmente preservada, que não foi amplamente coberta por edifícios posteriores nem adaptada a cultos sucessivos.
A autenticidade da propriedade é considerada excecional e as estruturas arqueológicas encontram-se em bom estado, embora a instabilidade do terreno continue a ser uma questão. Um Parque Arqueológico e Paisagístico regional gere a conservação, o acesso e a apresentação da organização urbana antiga. O Plano do Parque pretende tornar mais percetíveis ruas, estradas e percursos temáticos, incluindo áreas que aguardam escavação. Os limites atuais e os controlos à construção fazem, por isso, parte da história patrimonial, e não apenas da administração do sítio.
